Nascido a 23 de abril de 1939, faleceu a 19 de outubro de 2018


Por: Alexandre Franco


Conheci o Fernando ainda eu estava em África. Como jornalista do Notícias de Lourenço Marques e radiologista do Rádio Clube de Moçambique, fui até Luanda fazer a cobertura de um Campeonato Nacional de Hóquei em Patins e posteriormente estive em Luanda como treinador de basquetebol do Sporting Clube de Lourenço Marques, também na participação de um Campeonato Nacional de Basquetebol.

Foi por aquelas bandas que conheci aquele que na altura chefiava a programação da Emissora Oficial de Angola e era Director do Jornal ABC Diário de Angola. Profissional de se lhe tirar o chapéu, como sempre foi, eis que passados uns anos viemos a estar lado a lado por estas bandas do continente norte-americano.

Fomos colegas ao longo de muitos anos. Eu cheguei ao Canadá em 1976 e em 1978 vim trabalhar aos fins de semana para o Rádio Clube Português de Toronto, para em 1982 fazer uma mudança definitiva para esta maravilhosa cidade que é Toronto. Mas, em Montreal, na Rádio Portugal de Montreal, fui colega da sua ex-esposa Gioconda Gomes, uma profissional de grande classe.

Ao longo da sua carreira profissional em Toronto (eu diria que cerca de 40 anos), o Fernando Cruz Gomes trabalhou na Televisão, na Rádio e teve alguns jornais, sendo o ultimo, o ABC de Toronto.

O que é que consegui saber do Fernando Cruz Gomes Antunes, Comendador:

Em 1959 – Estágio e primeiros passos no “Primeiro de Janeiro” do Porto.
Em 1960 – Repórter estagiário de “ABC Diário de Angola”. Simultaneamente locutor estagiário e locutor de Rádio Eclesial, Emissora Católica de Angola.
Em 1961 – Em pleno início da luta armada em Angola, redator e, depois, chefe de redação do “Jornal do Congo”.
Em 1963 – Redator de “O Comércio”, diário de Luanda (Grupo Champalimaud).
Em 1965 – Depois de uma curta passagem, de novo, pelo Jornal do Congo, no Uige, chefia os Serviços de Produção do Rádio Clube de Benguela.
Em 1968 – Sucessivamente, locutor de primeira classe, locutor-produtor, chefe do setor de informação, programas literários e intercâmbio e chefe do Departamento de Programação da Emissora Oficial de Angola, sendo responsável pelo trabalho de mais de 200 colegas, a maior parte dos quais estão hoje em Portugal, espalhados pelos Jornais, Rádio e Televisão. Simultaneamente, redator dos Jornais “O Comércio” e, depois, “A Província de Angola”.
Eleito em 1970 presidente da secção de Angola do Sindicato Nacional dos Jornalistas, onde se manteve até finais de 1974.
Em 1975 – No Canadá, fundador e diretor de jornais comunitários, como “Popular”, “Comércio”, “Mundo”, ABC Portuguese Canadian Newspaper, “A Voz” e novamente o ABC de Toronto.
Em 1976 – Durante cerca de um ano e meio, e enquanto aguarda o processo de emigração oficial para o Canadá – para onde tinha vindo com um contrato provisório de trabalho – faz parte da redação de “O Dia” e, como adido, trabalha no Ministério dos Assuntos Sociais.
Em 1985 – Repórter e locutor apresentador (“anchor”) da CFMT (posteriormente OMNI TV), uma estação de televisão canadiana com programação profissional diária em Inglês, Italiano, Chinês e Português. Promovido a Produtor Associado e Produtor, reservou para si a secção de reportagem, tendo feito para cima de 5.000 reportagens do dia-a-dia do Canadá e de Portugal.
Praticamente desde 1985, correspondente no Canadá da agência LUSA (e da sua antecessora NP).
Vários cursos de formação de gestão de pessoal, de Informação Televisiva, etc.
Prémio de Jornalismo por excelência da Associação de Jornalistas e Escritores do Canadá, no ano de 1992.


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