Na coleção dedicada aos conflitos mundiais, e graças às doações do pioneiro Eduardo da Costa Resendes, a Galeria dos Pioneiros Portugueses, é guardiã, entre outros, de um um cantil de àgua da Grande Guerra – o Mk VI, com uma parte superior moldada e arredondada, e uma base de tipo “lata “. Com uma rolha de cortiça, os cordões que sustentam o cantil nesta versão, são costurados diretamente na cobertura de feltro.
Os itens transportados no ‘’kit’’ dos soldados variavam pouco de país para país. Segundo a Associação da Frente Ocidental, o mesmo “era pesado” pois continha ainda as “máscaras contra gás (arma química usada pela primeira vez em campos de batalha) e as rações. Para o transporte do seu equipamento, o soldado envergava um cinto de couro composto por um suporte para os ombros e barriga, bolsos para munição, baínha para a baioneta, capa para ferramentas, cantil de água e uma espécie de bolsa. “O kit de 1914 foi desenhado para poder ser posto e tirado com a mesma facilidade de um casaco. Além dele, os soldados costumavam carregar um pacote nas costas com casaco, lata de marmita, uniforme sobressalente e cobertor. “
Os seus uniformes eram feitos de tecido cáqui, botas baixas, espingarda com baioneta, cinturão de couro com bolsos para carregar equipamentos que, juntos, pesavam cerca de 27 kg.
Para ter uma ideia do equipamento utilizado pelos soldados, venha visitar a sua galeria no dia 11 do corrente.Veja de perto alguns destes objetos, e participe na cerimónia que recorda os 100 anos da entrada de Portugal, no cenário de guerra europeu.

Por humberta Araújo, Curadora da Galeria dos Pioneiros



via Milenio Stadium