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Consulado Português recebeu apresentação emocionante de AndarIlha

4 October 2016 Blog


Talvez mágica seja a palavra certa para descrever a apresentação oficial do novo livro de Maria João Dodman. A 30 de Setembro, no Consulado Geral Português em Toronto marcaram presença amigos, alunos, fãs e colegas da autora açoriana que escreveu AndarIlha – Viagens de um Hífen, um conjunto de crónicas que falam sobre os açorianos, a açorianidade, a emigração e a aventura de descobrir novos mundos com os pés no Canadá e o coração na terra-natal. É um relato das suas experiências e peripécias nas viagens pelo mundo e como imigrante no Canadá. As crónicas, elas próprias, dividem-se entre a língua portuguesa e o inglês, assim como a capa da obra, uma belíssima alegoria daquilo que é mudar de país com a nossa terra toda na bagagem, a chamar o nosso nome e a implorar pelo nosso regresso. A própria autora confirma: A capa sou eu – e assume-a como um espelho de si mesma.

Um livro inteligente e elegante, como eu esperaria dela.

Luís Barros, Cônsul de Portugal<img class="alignright wp-image-621" src="https://camoesradio.com/wp-content/uploads/2016/10/pic2-300×200.jpg" alt="pic2" width="400" height="267" srcset="https://camoesradio .com/wp-content/uploads/2016/10/pic2-300×200.jpg 300w, https://camoesradio.com/wp-content/uploads/2016/10/pic2-768×512.jpg 768w, https://camoesradio.com/wp-content/uploads/2016/10/pic2-600×400.jpg 600w, https://camoesradio.com/wp-content/uploads/2016/10/pic2-70×47.jpg 70w, https://camoesradio.com/wp-content/uploads/2016/10/pic2.jpg 1000w” sizes=”(max-width: 400px) 100vw, 400px” />

Dois estudantes da Universidade de York, onde Maria João Dodman leciona Estudos Portugueses e Luso-Brasileiros, leram o trabalho da professora e selecionaram os textos de que mais gostaram para comentar.

Há uma parte em que a autora menciona que a sua avó foi vítima de violência doméstica. A minha avó, que é coreana, viveu exatamente a mesma situação. Identifiquei-me muito com a história. E pensar que naquela época esta era a norma social… deixa-me chocado – disse John L., aluno da disciplina de Português Avançado – Também gostei do texto em que se fala das redes sociais (…) antes quando queríamos transmitir algo, íamos lá em pessoa ou escrevíamos à mão uma carta. Agora não nos deslocamos, falamos por email ou telefone.

Maria João convidou ainda para participar um dos seus alunos que é apaixonado pela língua e pela cultura portuguesa, para quem ler AndarIlha foi um desafio: há um texto em que falam de maneira alegórica de uma realidade em que a vida é como uma biblioteca interminável, com livros e livros que contêm as infinitas possibilidades do nosso caminho.

Ainda mais emocionante e que nos deixou os corações apertados, foi a intervenção da amiga, colega e admiradora da autora, Inês Cardoso, que declamou em público uma carta que escreveu a Dodman sobre este AndarIlha.

Quem lê o livro da Maria João sente as emoções a manifestarem-se – foi assim que começou o discurso hipnotizante que terminou com algumas lágrimas a espreitar ao canto dos olhos de todos na sala e um abraço forte e sentido entre as duas, sobretudo, amigas.

Os convidados puderam, no final, partilhar as suas perguntas e opiniões com a autora. Maria João Dodman, sempre acessível, abriu espaço para alguns momentos de convívio com todos os presentes no evento.

Uma noite marcante, especialmente para todos os imigrantes no Canadá.


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