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Justin Bieber: amor, política e dança em tempos desafiantes

Written by on March 22, 2021

Justin Bieber Justice - camões rádio - mundo

 

Autor canadiano apresentou “Justice”, o novo álbum, em videoconferência global. Com mensagens de esperança.

 

Quando alguém se torna uma estrela da pop aos 15 anos, nem sempre se presta atenção ao momento em que essa pessoa transita da adolescência para a idade adulta, em especial se ela parece nunca abandonar o carrossel mediático de canções em rotação perpétua na rádio e televisão, notícias cor-de-rosa, rumores, polémicas nas redes sociais.

Assim sucede com o cantor e compositor canadiano Justin Bieber. Uma frase dita durante a apresentação do seu sexto álbum de originais, “Justice”, realizada para alguns representantes dos media de todo o Mundo através de uma plataforma de videoconferência, torna claro o caminho percorrido. Ao apresentar “Unstable”, uma canção despojada que remete para dramas pessoais passados e turbulências sociais do presente, Bieber explica a participação do convidado The Kid LAROI com a necessidade de ter um ingrediente hip-hop no tema e, já agora, tentar chegar a um público mais jovem. Mais jovem? É fazer as contas: Bieber tem 27 anos, o rapper australiano The Kid LAROI 17.

Há muito que Justin Bieber é um adulto e “Justice” quer-se um disco igualmente crescido. Assim dá a entender o seu intérprete por palavras e canções. Antes de surgir nos ecrãs, Jeff Harleston, vice-presidente executivo do Universal Music Group, define-o como um “artista raro”. Scooter Braun, o empresário que descobriu Bieber através dos vídeos que a mãe do então miúdo de 13 anos publicava no YouTube, também está presente na videoconferência, assim como Allison Kaye, presidente da SB Projects, a empresa Braun e a mulher que supervisiona a carreira do autor de “What do you mean?” desde os primeiros passos. Cada um no seu canto na América do Norte, como aconselha a pandemia.

 

Jesus, África, covid
A partir de casa, Justin Bieber apresenta a temática geral de “Justice” e esmiúça as 16 faixas, uma a uma, antes da sua audição. É, em boa parte, um álbum intimista, envolto na beatitude da sua relação com a modelo Hailey Baldwin, a mulher que, a confiar em múltiplos relatos, trouxe ordem e rumo (e uma reconexão à fé cristã) ao percurso do cantor. Um álbum de amor mais também, de certa forma, político, espelhando os tempos desafiantes que se atravessam. Bieber diz estes são “dias complicados, cheios de incertezas”, e que o objetivo de “Justice” é também trazer conforto a quem o ouve, ligando quem se sente neste momento isolado. “Há muita injustiça no Mundo e esta é a minha forma de inspirar as pessoas.”

“Justice” tanto tem missivas de um “romântico incorrigível” (assim se refere a “2 much”) como inclui uma extensíssima passagem de um dos derradeiros discursos de Martin Luther King Jr. (na introdução de “Die for you”). Refere-se diretamente à covid-19 em “Ghost” e declara, a propósito de “Love you different”, que as batidas de inspiração africana e caribenha são o seu estilo favorito do momento. Álbum desfiado, Justin Bieber, o artista raro, agradece a presença distante dos jornalistas e desliga-se das máquinas para prosseguir a vida adulta e apaixonada.

“Justice” parece ter duas faces. A primeira parte é dominada por temas intimistas e com instrumentação minimal. À medida que a narrativa progride, as batidas vão-se elevando, trazendo os pontos altos do disco, como “Die for you”, de ambiente new wave-pop-funk evocativo dos anos 1980 (está longe de ser caso único no alinhamento); e sobretudo “Loved by you”, os afrobeats a percorrerem a matriz pop e uma ajuda vocal da estrela nigeriana Burna Boy. A paixão, com Justin Bieber, vive-se melhor a dançar.

 

 

Fonte: JN


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