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Perda de assinantes da Netflix não atinge Spotify. O gigante do streaming musical continua a crescer

Written by on April 28, 2022

Spotify - Camões Rádio - Música

Uma semana depois de a Netflix anunciar a primeira perda de assinantes em dez anos, o Spotify revelou os seus resultados referentes ao primeiro trimestre. E os números do streaming musical são mais animadores do que os do streaming de séries e filmes.

 

Ao contrário do que muitos analistas chegaram a prever, a perda de assinantes registada pela Netflix, a mais popular plataforma de streaming de séries e filmes, não se estendeu ao Spotify, a mais popular plataforma de streaming musical. Enquanto a Netflix revelou, na semana passada, que pela primeira vez em dez anos perdeu subscritores, o que se traduziu numa quebra de 37% do valor das suas ações, o Spotify anunciou hoje que continua a ver crescer o número daqueles que pagam para utilizar os seus serviços.

No relatório hoje publicado, o Spotify comunica que, no primeiro trimestre de 2022, ganhou dois milhões de assinantes, alcançando assim os 182 milhões de assinantes em todo o mundo. Estas contas já têm em consideração a perda de um milhão e meio de assinantes na Rússia, território onde o Spotify tem vindo a encerrar os seus serviços.

Neste período, os lucros do Spotify cifraram-se nos 2,661 mil milhões de euros. Segundo a empresa sueca, os bons resultados devem-se à boa performance sobretudo na América Latina e na Europa. Até ao próximo mês de junho, o Spotify estima ter 187 milhões de assinantes, mesmo depois de, ainda este mês, deixar completamente a Rússia, o que significará a perda de mais 600 mil assinantes.

O Spotify diz ainda ter chegado aos 422 milhões de utilizadores mensais ativos, mais 16 milhões do que no trimestre anterior. Este crescimento aconteceu sobretudo em países como Brasil, México e Indonésia e entre utilizadores da chamada Geração Z (pessoas nascidas entre o final dos anos 90 e o início dos anos 2010).

Também o lucro médio obtido por utilizador premium do Spotify subiu 6% face ao primeiro trimestre do ano passado, atingindo um valor ligeiramente abaixo dos 5 euros.

Na carta que enviou aos acionistas depois de comunicar a quebra de assinantes, a Netflix apontou alguns fatores que podem ajudar a explicar os resultados, como a maior concorrência, por parte de serviços como Disney +, Amazon Prime ou Hulu; a partilha de conta entre assinantes e fatores “externos”, como o crescimento da inflação, a guerra na Ucrânia ou a covid. Segundo sites como o Music Business Worldwide, os serviços de streaming musical como o Spotify terão contornado a questão das contas partilhadas com os seus planos familiares. E o facto de o preço do plano básico se manter inalterado há mais tempo do que o da Netflix também poderá ajudar. Esta publicação lembra ainda que, enquanto nas plataformas de streaming de séries e filmes, muitos conteúdos são exclusivos de certa plataforma, o Spotify reúne a esmagadora da oferta musical, o que explicará que, se tiverem de cortar num serviço para poupar dinheiro, os assinantes abdiquem da Netflix e não do Spotify.

 

Fonte: Expresso

 


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