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MET pondera vender obras para enfrentar crise pandémica

Written by on February 9, 2021

MET - camões rádio - new york

Lisboa, 24/01/2013 – O Museu Nacional de Arte Antiga apresentou esta tarde duas pinturas de Lucas Cranach – o Velho, “Salomé com a cabeça de São João Baptista” e “Judite com a cabeça de Holofernes”. O empréstimo de “Judite com a cabeça de Holofernes”, obra emprestada pelo Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque, marcou a primeira vez que as duas pinturas foram exibidas em conjunto.
( Steven Governo / Global Imagens )

 

Com um défice de 150 milhões de dólares por causa da pandemia, o Metropolitan Museum of Art (MET), em Nova Iorque, iniciou conversas com leiloeiras e com os seus curadores sobre a possível venda de algumas obras de arte para ajudar a pagar a manutenção da coleção.

 

“Este é o momento em que precisamos de manter as nossas opções em aberto”, disse Max Hollein, o diretor do MET, em entrevista ao jornal “The New York Times”. “Nenhum de nós tem uma perspetiva total de como a pandemia se vai desenvolver. Seria impróprio para nós não considerar isso quando ainda estamos nesta situação nebulosa.”

Como muitas instituições, o MET está a tirar proveito de uma janela de dois anos dada pela Associação de Diretores de Museus de Arte, organização que orienta as boas práticas dos seus membros, que suavizou as diretrizes relativamente à forma como os rendimentos das vendas de obras de uma coleção cedida podem ser usados.

Até à primavera passada os museus tinham permissão para usar esses fundos apenas para investir em arte. Entretanto, a associação anunciou que, até 10 de abril de 2022, não penalizaria os museus que usassem os rendimentos de obras de arte cedidas para pagar despesas associadas ao cuidado direto das coleções.

O primeiro a fazê-lo foi o Museu de Brooklyn, também em Nova Iorque, que arrecadou um total de 31 milhões de dólares em leilões, nos Estados Unidos e na Europa, para a manutenção das suas obras de arte. Seguiu-se o Museu de Arte de Baltimore, anunciando que iria vender as pinturas de Brice Marden, Clyfford Still e Andy Warhol. Mas após duras críticas retirou as obras de Still e Marden, duas horas antes da venda.

O ex-diretor do MET, Thomas P. Campbell, já se revelou contra a intenção dizendo estar “desconcertado” com a notícia.

Os curadores do MET estão a avaliar os acervos para identificar peças duplicadas ou substituídas por melhores exemplos, ou que raramente ou nunca foram mostradas. As obras a serem vendidas terão de ser aprovadas pelos chefes de departamento, diretor do museu e conselho antes do leilão público. A reunião para tomar a polémica decisão deverá acontecer em março.

Enquanto avalia a venda de obras, o museu tenta aumentar o espólio em áreas negligenciadas, como obras de mulheres e pessoas de cor. Após a morte de George Floyd, a instituição comprometeu-se a fazer aquisições de 10 milhões de dólares (pouco mais de 8,298 milhões de euros) para aumentar o número de obras dos séculos XX e XXI de artistas de cor.

 

 

Fonte: JN.pt

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