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“Top gun: Maverick”, uma espécie em vias de extinção

Written by on May 26, 2022

TOP GUN: MAVERICK - Camões Rádio - Filmes

 

Um regresso ao bom cinema de ação dos anos 1980 e 90.

A certa altura do filme, referindo-se aos pilotos de elite, alguém os refere como uma espécie em vias de extinção. “Top gun: Maverick” tem mais duas outras dessas espécies: um ator com a dimensão e a paixão pela veracidade do que faz e o bom cinema de ação que não depende totalmente dos efeitos digitais.

Quando fez o primeiro “Top gun”, em 1986, Tom Cruise era um ator de 24 anos. A personagem de Maverick, a forma como lhe deu corpo e alma, aquele blusão de cabedal e aqueles óculos de sol, transformaram-no num ícone do cinema. Na linha de um Paul Newman ou de um Robert Redford, os homens queriam ser como ele, as mulheres desejavam a sua companhia.

Tom Cruise capitalizou bem a fama. E, além de ter construído uma das mais sólidas carreiras da Hollywood moderna, nunca aceitou fazer filmes de ação, como a série “Missão: Impossível” bem o mostra, sem ser capaz de fazer exatamente tudo o que o guião exige, e sem duplos.

Quem fica a ganhar é o espectador, que percebe bem quando o estão a enganar, e assim se coloca ainda mais na pele das personagens, sentindo com elas os perigos por que passam. É assim em “Top gun: Maverick”, mas Cruise só aceitou regressar a este papel, uns inusitados 36 anos depois, se a história, as personagens e a tecnologia voassem todas na mesma direção.

Para quem viu o primeiro “Top gun”, a sequência da trama narrativa é perfeita. Para quem não viu, “Top gun: Maverick” é um filme à parte, sem necessidade de grandes explicações. Mas o que vai seguramente ficar na retina do espectador são as sequências aéreas, captadas “de verdade” por seis câmaras IMAX metidas no cockpit dos caças que Tom Cruise e a sua equipa pilotam.

É verdade que falta Kelly McGillis, mostrando que a idade que tem, 65 anos, não perdoa a uma mulher num blockbuster de verão. Jennifer Connelly não tem culpa e é outro dos grandes condimentos do filme. A presença de Val Kilmer, há muitos anos afastado do cinema por grave doença, é comovente. Obrigado por terem voado de novo na nossa companhia.

 

 

Fonte: JN


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