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Lana Del Rey: “Agora que a Ariana ou a Beyoncé chegaram a número 1 cantando sobre serem sexy, posso cantar sobre relações não perfeitas?”

Written by on May 21, 2020

A norte-americana está irritada com as críticas que a acusam de “glamorizar” as relações abusivas. “Tem de haver um lugar no feminismo para mulheres com o meu aspeto e o meu comportamento”.

 

 

Lana Del Rey anunciou que vai lançar um novo álbum a 5 de setembro, sucessor do aclamado “Norman Fucking Rockwell”.

A cantora-compositora aproveitou também para responder a quem a acusa de “romantizar” a violência.

“Agora que a Doja Cat, a Ariana, a Camila, a Cardi B, a Kehlani, a Nicki Minaj e a Beyoncé conseguiram chegar a número 1 do top com canções sobre serem sexy, estarem nuas, traírem [os companheiros], etc – posso voltar a cantar sobre sentir-me linda por estar apaixonada, mesmo que a relação não seja perfeita, sem me acusarem de romantizar a violência?”.

“Estou farta que jornalistas mulheres e cantores alternativos digam que eu torno a violência numa coisa glamorosa quando na verdade eu sou só uma pessoa glamorosa a cantar sobre as relações abusivas que existem em todo o mundo”.

Lana Del Rey considera “ridículo” que se escreva que as suas letras sobre “papéis por vezes submissos ou passivos que tive em certas relações fizeram as mulheres regredir centenas de anos. Não é que não seja feminista, mas tem de haver um espaço no feminismo para as mulheres que têm o meu aspeto e o meu comportamento. O tipo de mulher que diz não mas os homens ouvem sim, o tipo de mulher que é criticada por ser autêntica e delicada, o tipo de mulher cuja voz e cujas histórias lhes são roubadas por mulheres mais fortes ou por homens que odeiam mulheres”.

A cantora-compositora diz ainda que se limitou a ser “honesta” quanto às relações mais complicadas que teve. “Quero dizer que aprendi muito com essas críticas da treta, mas também ajudei outras mulheres a não terem de fazer cara alegre, podendo dizer o que querem na sua música. Nos meus dois primeiros discos, se mostrasse alguma tristeza chamavam-me histérica, como se estivéssemos nos anos 20”.

 

 

Fonte: Blitz.pt

 


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